quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Saiu o livro do Trezenhum. Humor sem graça!!!


O livro do Trezenhum. Humor sem graça. já está à venda!
Lançado pela Ibiporã 1011 (pois é, não foi pela Edith), tem as 68 edições que foram ao ar entre 2007 e 2010, com o extra "Classificação dos cursos conforme reação dos pais", que ficamos devendo na derradeira edição.

A venda é tão profissional quanto era a redação da Equipe Trezenhum, ou seja, amadorismo puro - mas honesto. Para adquirir o seu, entre em contato pelo email: ibipora1011(at)gmail.com pelo Facebook www.facebook.com/ibipora1011 ou pelo Whats 9-4393-1704 DDD 11.

Um cordial até breve e boa leitura aos desocup@s leitor@s!
ETZN

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TZN 69: Posts Post-mortem do Trezenhum

A Equipe Trezenhum. Humor sem graça, reuniu neste post o que havia sido publicado em nosso perfil no Feice, notas e notícias esparças, lançadas depois que o Trezenhum já era finado. Lembramos a todos e todas, inclusive animais, feministas e integrantes do DFE, sem discriminação, que temos nova tentativa de humor sem graça: a Biblioteca Trezenhum, disponível em Blog e em Facebook:

Das notas velhas, eis:


14 de março de 2012.
Protesto de alunos contra fila no bandejão causa problemas no trânsito da Universidade

Alunos dos mais diversos cursos da Universidade resolveram protestar neste início de ano letivo contra a fila do Bandejão. Saindo da entrada da referida casa de pasto, eles se puseram em fila indiana, que alcançou a entrada do ginásio multiutilitário da Universidade (ao lado da ex-quase-antiga sede do banco E-Taú), prejudicando, com a fila-protesto, o trânsito de veículos na rua atrás da BC. Os mais afetados foram os clientes acadêmicos que fazem uso dos serviços do Busão da Moras.
A cliente universitária da Faculdade das Tias, Joice Porta, estava indignada: “ao invés de fazer fontes, deveriam fazer um novo restaurante!”. Questionada se considerava o Bandejão digno do termo, se retificou: “Deveriam fazer um novo Bandejão”. Para o cliente universitário da Faculdade das Humanas, sobrinho da referência gramatical Titio Paquale, Pasquele Sobrinho, o que mais o deixava irado “é não poder tomar banho na fonte, nem poder usar o novo gramado, que é muito macio, para práticas tântricas, em dias de festa – quando há festa”.
As soluções propostas pelos protesteiros, além da construção de um novo Bandejão e a permissão para tomar banho nas fontes da Unicamp em construção, estavam em baixar a exigência de CR para ter direito ao Restaurante Seletivo (veja alguma edição TZN das antigas), e a ocupação da casa do Reitor FF Casto, ao menos para o almoço.
A reitoria, por meio de nota da assessoria de imprensa, disse que o problema seria resolvido em 24 horas, e prometeu para o dia seguinte um bedel para organizar a fila de maneira racional. A nota alegava que não havia motivos para reclamações dos alunos, e se assim continuasse aumentaria o valor da “refeição”. Quanto às ameaças de ocupação da casa de FF Casto para almoçar, disse que o reitor estava de “portas abertas para receber os alunos merecedores da atenção de vossa excelência, ou seja, aqueles cujo CR seja 1 ou mais que 1, e sem passagem pelo paramento estudantil”.
O serviço de ouvidoria da Unicamp disse ter ouvido duas queixas, e que estaria encaminhando para o setor responsável, assim que soubesse qual era – mas garantiu à Equipe Trezenhum que em menos de um ano, se não houvesse novas manifestações do gênero, o problema estaria resolvido.

A Equipe Trezenhum, sobre o problema, reitera seu apoio às propostas do Boletim Note Bem n. 2 (se não nos falha a memória), de vender créditos acompanhados de sachê de protetor solar, além de adaptar o buszip para bandexzip, de forma a fazer com que o Bandejão comporte mais gente (como duas pessoas por banquetas, por exemplo).

 


07 de março de 2012
Programa de valorização de professores

O setor de RH da Universidade, tendo constatado um aumento da competitividade entre os professores, e uma bajulação por um menor número de alunos, decidiu implementar um programa de valorização docente. Para os próximos oito anos a expectativa é reduzir as contratações de professores ao mínimo, de modo a acabar com essa competição não saudável por alunos puxa-sacos (conhecidos também como orientandos), e engrandecer a grande figura dos grandes professores que resistirem à racionalização da folha salarial. FF Casto promete, em caso do plano dar certo, um reajuste de até 25%.
O Coronel da FEPESP (Fundação de Estímulo ao Patriarcado e ao Suicídio Paulista), Carlos Henrique Brota-Cruzes, elogiou a medida e disse estudar torná-la uma diretriz oficial da órgão que manda.



09 de fevereiro de 2012
ARQUIVO EDGARD ELLEN ROCHE ENTRA NA DISPUTA PELO ACERVO DE WANDO

O prof. dr. Mr Bean Anchi, diretor do arquivo Edgard Ellen Roche, admitiu que o arquivo está interessado no espólio de Wando, cantor recém-falecido. Dono principal acervo de resistência anarquista do Brasil – que só não resistiu à tomada do controle pelos trotskistas –, o arquivo Edgar Ellen Roche, conforme seu diretor, já entrou em contato com os herdeiros de Wando – não com os filhos! – e negocia principalmente a compra das calcinhas que o cantor colecionava: “É o retrato de um Brasil profundo que não se pode esquecer. Wando poderia parecer brega, mas se você prestar atenção às letras, verá poesia do nível de Violeta Parra, críticas do nível de José Martí e musicalidade ombro a ombro com Geraldo Vandré”, disse o professor à reportagem TZN. Ele salientou ainda que Wando possuía a "pose de um intelectual".
Espera-se que a aquisição seja concluída até meados de abril.



14 de janeiro de 2012
UNIVERSIDADE SOFRE INFESTAÇÃO FELINA

Ao menos 18 gatos foram capturados e outros 11 conseguiram fugir, no fim da tarde desta sexta-feira, 13 de janeiro, após uma inusitada infestação de gatos no pastus acadêmico. Até o fechamento desta nota a reitoria ainda não sabia o que fazer com os animais sob seu controle. Conforme fonte que não quis se identificar, o fato de ter havido algumas testemunhas, ainda mais da imprensa (se referia a nós, do TZN), tornou complicado pôr em prática o plano número 1, que ele não quis especificar qual era.
A explicação mais aceita para a infestação felina é que, em férias, gatos sustentados por repúblicas, carentes de alimentos e de carinho, foram atraídos até mesmo pelo cheiro do Restaurante Alternativo – autoridades da Universidade dizem ter achado duas fêmeas no cio nas cercanias do estabelecimento. Não está descartada a possibilidade de alguém ter soltado os gatos no pastus. Uma terceira corrente interpretativa, mais paranóica, afirma que os gatos estavam destinados para experimentos na Faculdade dos Bichinhos e das Plantinhas, e teriam soltos em ação radical do Movimento Verde, em represália por não ter tido soja por dois dias no Restaurante Alternativo, semana passada - a data de sexta-feira treze seria proposital. Por fim, houve quem achasse que se tratasse de lance promocional do TZN, que em breve lançará livro.
A Polícia Acadêmica afirma que, apesar das 11 fugas, tudo está sob controle, e garante que não há riscos de novas infestações do tipo.



04 de janeiro de 2012
RETROSPECTIVA ARRETRIZ SINU-TORTUOSA 2011 TZN (o ano em que não estivemos presente. Manchetes que poderiam ter sido, mas não foram):

EM ENTREVISTA EXCLUSIVA, REITOR FF CASTO CONFESSA: “FIZ MEDICINA OBRIGADO; QUERIA MESMO ERA TER FEITO ENGENHARIA E SER DONO DE EMPREITEIRA, IGUAL MEU PRIMO”.
* Reitor nega favorecimento de empresa de parente em licitações: “estou preocupado com a saúde do trabalhador, coisa que nenhuma empresa, a não ser a do meu primo, estava. A exigência de molho de tomate com ervilhas na merenda dos pedreiros é absolutamente imprescindível”.
* “Governar é abrir estradas e levantar prédios”, disse, assumindo publicamente pela primeira vez sua filiação ao neo-desenvolvimentismo.
* Com 48 obras sendo realizadas no pastus, FF Casto diz que outras 77 estão garantidas até o final do seu reinato; sobre contratações de professores, garante que toda faculdade terá um professor a mais nesse ínterim, “algumas terão até mesmo duas contratações!”.



20 de dezembro de 2011
RETROSPECTIVA ARRETRIZ SINU-TORTUOSA 2011 TZN (o ano em que não estivemos presente. Manchetes que poderiam ter sido, mas não foram):

INVASÃO DE ALELUIAS TORNA O BANDEJÃO IMPRATICÁVEL PARA OS VEGANOS.
[perdemos o início desta nota]...nada escapou sem proteína animal: salada, feijão, sobremesa. Movimento Verde promete entrar na justiça contra a Universidade, por discriminação. Demais usuários dizem não ter sentido grande diferença no sabor da comida - houve quem elogiasse.

Trezenhum. Humor sem graça. Nº 69. Todos os esquerdos reservados. Na ausência destes o uso é livre (mas ideológico). www.trezenhum.blogspot.com

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Protesto da Faculdade das Humanas pede antecipação da greve 2010

(com colaboradores)
Decepcionados com a brevidade da greve 2009 (começou tarde, acabou cedo), vários alunos da Faculdade das Humanas (majoritariamente do Paramento Estudantil) organizaram um protesto no dia 1 de julho. Eles protestavam contra a precariedade da Faculdade, pela contratação de professores, por ar-condicionado nas salas, por cota ilimitada de impressão, pela construção de mais um toboágua e de piscinas aquecidas na biblioteca, e pela distribuição de vale-gasolina aos estudantes carentes detentores de carros (principalmente os que têm carros 2.0). Pediam ainda a antecipação da greve 2010 para depois das férias de julho.
Os manifestantes saíram em passeata da Faculdade das Humanas até a reitoria, onde deixaram um documento com as reivindicações e um exemplar do jornal Cousa-em-si Operária, condição imposta pela juventude do PCU para não participar do ato. Uma batucada horrível e um refrão medonho animaram os manifestante, ao mesmo tempo que desestimularam qualquer eventual manifestação de manifestantes anti-manifestação. Tal recurso, porém, não evitou que acontecesse um pequeno incidente. Isso porque os manifestantes, temerosos de não achar vaga para estacionar próximo à reitoria, e achando longe demais para ir a pé, decidiram ir com o circular interno. Eles colaram uma faixa na frente do ônibus e subiram todos, alegres, felizes e agitados. Uma vez com todos dentro, retomaram sua cantoria ("ah, FF Casto, a Faculdade das Humanas está uma porcaria!") e sua batucada. Fora isso houve, é claro, a tradicional algazarra que pôr um bando de crianças elétricas em um ônibus acarreta. Tudo ia bem (nem tudo, com a música do ato não havia como tudo ir bem) até que alguns dos manifestantes, um pouco mais empolgados, passaram a subir nos bancos, para porem a cabeça inteira para fora do ônibus e gritarem a plenos pulmões. Diante do que julgou "um abuso", o motorista parou o circular e exigiu que todos se comportassem, ou que saíssem todos. Vaias, um princípio de discussão, acusações de pelego, mas por fim os alunos cederam e se comprometeram a não pisar mais nos bancos, se restringindo à batucada, à cantoria e à guerrinha de papel.
Terminado o ato de entrega dos documentos na reitoria, os manifestantes retornaram à Faculdade das Humanas e realizaram uma flash-assembly, com a participação dos professores e do guardião dos armários da Faculdade. A brevidade da assembléia não foi parte de um protesto meta-lingüístico contra a brevidade da greve, mas porque a maioria dos presentes queria ir no chópim assistir à estréia do novo filme da trilogia da Era do Gelo.

Greve 2009: EJR lança moda íntima revolucionária
Cueca esgotou mais rápido que ingressos para o show do Carlos Roberto
Os bons frutos da greve de 2007 começam a dar bons frutos na greve 2009. O primeiro de uma prometida série foi o lançamento de uma cueca revolucionária pela EJR, Empresa Júnior Revolucionária, a EJ das ciências sociais (veja TZN11). "A união do melhor do espírito dos anos 60 com o maior ideal do século XXI", dizia o panfleto promocional.
Trata-se de uma bela vestimenta vermelha, de elástico largo, apta para ser usada com calças que ficam no meio da bunda, sem o risco de mostrar o cofrinho. Primeiro porque esse negócio de cofre é coisa de banqueiro. Segundo porque "não basta apenas ser revolucionário e rebelde, é preciso chocar os pudores da burguesia", nos explica o chocador profissional V, gerente de márquetim da EJR e também integrante do CASH (Casinha Acadêmica das Sociais e História). Na frente da cueca, a estampa tradicional do Che Guevara. Atrás, a assinatura "Che". E no elástico, para poder ser vista por todos, inclusive pelas pudorentas senhoras burguesas, a célebre frase do revolucionário: "Hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás".
O lançamento foi um sucesso tamanho que todas as cuecas foram vendidas antes que o integrante da Equipe Trezenhum conseguisse comprar uma (para poder tirar foto).

Polícia do pastus com novo uniforme
A polícia do pastus está com novo uniforme. A mudança de vestimenta se deu porque a empresa tercerizada responsável pela segurança resolveu tercerizar o serviço. Para marcar a diferença, o reitor FF Casto pediu que os novos tercerizados - que são os velhos guardas de sempre, mas ganhando 10% menos, como toda vez que muda de empresa - utilizassem um novo uniforme. O modelo escolhido foi desenhado na Faculdade dos Artistas e é uma homenagem à Hanna Barbara, uma vez que é claramente inspirado no uniforme do guarda do Zé Colméia. O objetivo com essa homenagem foi também tornar o ambiente universitário mais alegre e festivo, e de aproximar a segurança da realidade vivida pela maioria dos alunos da Universidade. O estilista do uniforme, contudo, admite que teve seu projeto inicial de um uniforme inspirado nos Pauer Réngers vetado.
Para comemorar a nova roupa da nova empresa, na entrada da universidade, até a semana que vem, haverá a frase "Bem vindo à Universidade. Sinta-se no parque Iélouistone".

Movimento Todos pela Universidade promove passeata virtual no dia da Pátria Paulista
Organizadores garantem que evento foi um sucesso e um marco na arte de fazer política estudantil
Uma passeata virtual marcou o dia da pátria paulista, 9 de julho, entre os integrantes do movimento Todos pela Universidade. O evento, marcado pelos donos da comunidade oficial da Universidade no Orkut, teve seu início na própria comunidade. Com bandeiras do Estado, cruzes MMDC, fotos do Papa, e cartazes da "revolução" no lugar da foto do perfil, os participantes fizeram uma breve concentração e de lá seguiram em marcha para a página do Gugou, onde todos juntos fizeram a pesquisa pela "revolução" (para ver se acontecia como aconteceu com o Maicou Jéquison, mas não aconteceu). Dali passaram pela página do chópim Jão Pedro, e seguiram sua marcha militar virtual para a página de bate-papo do portal Universo Em Linha (UEL). Foi quando houve um breve momento de tensão na passeata virtual, com alguns dos presentes nas salas se revoltando com a repetição dos chavões "São Paulo minha Pátria", "Pela independência de São Paulo", "São Paulo a locomotiva a vapor do Brasil", "Fora baianos" e por aí foi. O "fora baianos" também era substituído por "fora paraíbas" eventualmente, mostrando que sua função era similar ao de "mexicanos" aos estadunidenses: serve para designar qualquer pessoa que venha de fora do sul-sudeste e não seja branco. Pé-de-mesa-26cm era um dos mais revoltados, distribuindo palavrões a torto e a direito. Moreninha-sozinha-bunduda, em breve entrevista virtual, acusou os manifestantes de xenofobia. A maioria dos presentes, contudo, se mostrou muito receptivo e favorável aos slogans, segundo a avaliação de Guilhermme Louis, um dos capo da comunidade. Por fim, todos retornaram à comunidade oficial da Universidade, onde fizeram um sarau declamando os poemas "revolucionários" de Guilherme de Almeida.
Para Erivalten de Melo, um ponto a ser destacado é que toda essa manifestação não causou qualquer tumulto, não prejudicou o serviço de ninguém, "ao contrário dessas passeatas desse bando de vagabundos grevistas, e desses porcos que não tomam banho da Faculdade das Humanas". Em resposta à acusação virtual, ele negou virtualmente que o dia da Pátria Paulista seja xenófobo: "apenas estamos defendendo que o que é nosso esteja sendo nosso e que quem não é daqui que esteja indo embora daqui o quanto antes, antes que estejam se arrependendo de estarem ficando. Principalmente os baianos. Mas os gaúchos [aqueles que vem do sul] e os cariocas também não são bem vindos". Questionado sobre os mineiros, respondeu com um simples "traidores" (e o pobre esquecido Espírito Santo nem a gente se lembrou na hora).
Da passeata virtual, além de uma legião de zé-ninguéns tentando fazer tipo, marcaram presença os integrantes do Movimento Todos pela Universidade, inclusive o seu lider-mór, Raphaell Lullas da Silva, e seus ideólogos, o professor doutor Didi Parreira Bergos, da Faculdade das Tias, e o professor doutor Carmo, da Faculdade das Letras; os integrantes do Movimento Anauê-Brazil; da Milícia 9 de Julho e do Movimento Afirmação da Negação. Bergos e Carmo disseram, contudo, que acharam "muito suave" a manifestação: "é o problema do virtual, não podemos bater em pobre nenhum no caminho", lamentou (e sem dúvida não foi o único).

Teses bisonhas:
Encontrada na biblioteca da Unicamp:
Vieira, Vandenberg Lopes. Grupos fuchsianos aritmeticos identificados em ordens dos quaternios para construção de constelações de sinais.
Resumo: Dentro do contexto de projetar sistema de comunicação digital em espaços homogêneos, em particular, em espaços hiperbólicos, é necessário estabelecer um procedimento sistemático para construção de reticulados O, como elemento base para construção de constelações de sinais geometricamente uniformes. E através desse procedimento que identificamos as estruturas algébrica e geométrica além de construir códigos geometricamente uniformes em espaços homogêneos. Propomos, a partir desses reticulados, a construção de grupos fuchsianos aritméticos Tp obtidos de tesselações hiperbólicas {p; q}, derivados de álgebras de divisão dos quaternios A sobre corpos de números K. Generalizamos o processo de identificação desses grupos em ordens dos quatérnios (reticulados hiperbólicos), associadas às constelações de sinais geometricamente uniformes, provenientes de grupos discretos. Esse procedimento permite rotular os sinais das constelações construídas por elementos de uma estrutura algébrica

Dica TZN
Não tentem fazer humor escutando um réquiem.

Nota da redação: Não sabemos nada
Não sabemos nada de nada. Muito menos de... de... de... engenharia elétrica, é isso? Por isso achamos duplamente bisonha a tese apresentada. E aceitamos quem nos explique em linguagem laica do que se trata.
E se um dia conseguirmos escrever uma tese desse naipe nossas mães vão ficar orgulhosas e pensarão até que somos inteligentes. Mas nossas mães não são tão bobas a ponto de acharem que um dia escreveremos algo do gênero. Por isso se dão por satisfeitas que escrevamos o Trezenhum, é mais do que poderiam imaginar.
E com mais essa tese bisonha prosseguimos com nosso estímulo à pesquisa científica, prestes a superar a FEPESP: quem tiver ou se deparar com uma tese bisonha, por favor no-la envie!

Nota da redação: Aos artistas de plantão
A Equipe Trezenhum avisa aos artistas de plantão que nosso espaço de comentários está aberto para divulgação de shows, peças, danças e demais eventos. Apenas alertamos para o risco que, uma vez anunciado, além de poder ter seu nome vinculado ao Trezenhum,o que não é lá grande honra, ainda corre-se o risco de ter um dos integrantes da ETZN prestigiando o evento e escrevendo uma resenha crítica depois, caso julgue que a apresentação seja digna de avacalhação.

Erramos: No TZN50 falamos da nossa camiseta comemorativa e esquecemos de pôr a foto da mesma. Corrigimos esse pequeno lapso colocando a foto agora:



Esta edição de Trezenhum teve o patrocínio de

Cigarros Lênin & Mao Lights
Desperte o James Dean que há em você!
L&M Lights: baixos teores capitalistas e o sabor da revolução.
O cigarro oficial da Greve 2009

Trezenhum. Humor sem graça. Nº 51. Todos os esquerdos reservados. Na ausência destes o uso é livre (mas ideológico). www.trezenhum.blogspot.com




quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Homenagem muito louca ao muito louco do Celso Zé sacode Faculdade das Humanas

(com colaboradores)
Homens nus, sexo, imolações, drogas, poesia e mijada histórica de Celso Zé marcaram o evento. Foi também o lançamento do Movimento A Plenos Bundões e do Departamento dos Estetas Marcel Duchampignon
Uma homenagem feita pelo grupo Artístico-Terrorista Bala de Sebo/Paquerinha, em parceria com alguns outros grupos sacudiu a Faculdade das Humanas no início do mês. Junto com a homenagem foi feito o lançamento do Departamento dos Estetas Marcel Duchampignon e do Movimento A Plenos Bundões. Conforme nos contou Celeste, um dos líderes do grupo, a idéia era "libertar a Faculdade dos ismos nervosos e dos istas ressentidos", promovendo para tanto "uma soltura geral dos intestinos da galera", e complementa: "a idéia de aproveitar a vinda do famoso ator Celso Zé foi para dar mais visibilidade ao nosso lançamento. Ele, na verdade, foi apenas uma desculpa".
Tanto assim foi que no início dos atos que marcaram a inaguração do Departamento, esqueceram o Celso Zé no auditório da Faculdade (acompanhado, é bom ressaltar), enquanto o grupo, acompanhado do maracatu do Movimento Afirmação da Negação, lavava as escadarias da faculdade com sal grosso e simulava a imolação de um veado - interpretado por um aluno que não soube interpretar um veado imolado a contento. "A idéia de ser um veado foi para ver quem seriam os idiotas que fariam piadinhas idiotas e manjadas, ou quem levaria a sério demais e nos chamariam de homofóbicos", comenta Celeste. Foi na hora da imolação do veado que Celso Zé voltou à cena. Já devidamente saciado, trajado (ele, assim como oito integrantes do Bala de Sebo/Paquerinha ficaram nus durante a homenagem) e com sua bagagem de mão à mão, ele perguntava pela saída, quando, não resistindo à curiosidade, foi ver o que era aquela aglomeração junto ao banheiro masculino, doravante chamado Departamento dos Estetas Marcel Duchampignon. Celso Zé disse que estava decepcionado com que estava vendo: "isso não é um veado sendo imolado, é um cordeiro!", e deu dicas ao jovem ator de como um veado faz, salientando as diferenças para um cordeiro e para uma galinha.
A seguir, Celso Zé foi instado a romper o hímen que fechava a entrada do Departamento dos Estetas, o que ele fez com razoável carinho, para delírio da galera. Já dentro do Departamento a homenagem prosseguiu com a leitura de uma série de poemas por homens nus envoltos em fumaça ilegal. Se espremiam no banheiro 143 pessoas, entre integrantes do grupo e espectadores.
Por fim, já com muita gente muito doida - e não só o Celso Zé -, a inauguração prosseguiu com o maracatu maracutando pela Faculdade, causando irritação de alguns alunos, e a festa de outros, que não conseguem se lembrar o que aconteceu a partir daí.

Participação da Afirmação da Negação causa certa estranheza
Causou certa estranheza a participação do Movimento da Afirmação da Negação, grupo leninista-trotskista-stalinista que há muito inferniza várias universidades do estado. Foram eles os responsáveis pelo maracatu, o que, convenhamos, conseguiu conduzir a situação de modo que o homenageado fosse esquecido. Questionado o porquê do apoio ao lançamento do movimento A Plenos Bundões, um dos grandes intelectuais do Movimento Afirmação da Negação, professor Maloit, não conseguia articular palavras conhecidas, por conta do seu estado. Já o camarada-Sol, ex-orientando dele e outro expoente da facção de oposição do Movimento Afirmação da Negação, não compreendeu nossa pergunta. Explicamos dizendo que o Movimento a Plenos Bundões era libertar a Faculdade dos ismos nervosos e dos istas ressentidos, como eles, mas mesmo assim ele achou nossa pergunta por demais complexa e perguntou se podia levar ao conselho antes de nos responder. Dissemos que sim e aguardamos a resposta desde então - eles nos disseram que estão discutindo o caso.
Xelim, integrante do Bala de Sebo/Paquerinha, diz que não vê contradição na participação da Afirmação da Negação: "precisávamos de algum grupo para fazer barulho, e as baterias da Universidade, são ligadas ao Grupo Público Ltda. S/A e cobram um cachê muito alto". Indagado se fora muito difícil a negociação para participar de um ato que visava criticar justo grupos como o Movimento Afirmação da Negação, negou peremptoriamente: "eles não entenderam nada. Dissemos que éramos contra, e antes que conseguíssemos dizer contra o que eles aceitaram tocar para a gente. De graça!".

Bala de Sebo/Paquerinha tem se especializado em tomadas de banheiros
O grupo Artístito-Terrorista Bala de Sebo/Paquerinha tem se especializado em tomadas de banheiros. Antes do banheiro da Faculdade das Humanas eles já haviam causado muita polêmica na Faculdade das Tias (procure aí do lado num dos TZN velhos), por não só ocuparem os banheiros da Faculdade para fins outros que não aqueles lhe são destinados (legal e ilegalmente), como por saírem deles nus, correndo pela Faculdade como Deus (ou o Diabo, conforme visão dos segmentos mais conservadores) os pôs no mundo (só um pouco mais crescidos).
Em breve entrevista Glad, integrante do grupo, disse que eles já estão fazendo cursos de autocad e trocando experincia com alunos da Faculdade dos Engenheiros com Arquitetos e Urbanistas (FECAU), de modo que em breve, ele espera, as tomadas de banheiro sejam tão eventos artísticos como o urinol de Duchamp.

Faculdade das Humanas alvo de processo
Não foi só parte da Aglomeração Feminista (pequena, é verdade. A ala ultra-radical, para sermos mais exatos) que ficou indignada com a homenagem muito louca ao muito louco do Celso Zé. Para as integrantes da Aglomeração "aqueles homens nus foram uma falta de respeito: estavam fora de forma, com barriguinhas ridículas que nós não somos obrigadas a ver!", disse M, da Faculdade dos Bichos. P, da Faculdade das Humanas, foi ainda mais longe: "me diga, para que serve um pinto? Vamos? Vocês homens são ridículos!"
Como dizíamos, além de algumas integrantes da Aglomeração Feminista, mais pessoas ficaram revoltadas com o que viram. Mas essas pessoas foram além do discurso e agora a FAculdade das Humanas responde por dois processos. Um deles, de um aluno da Faculdade das Letras, por a Faculdade ter permitido o uso de entorpecentes no seu interior (Celso Zé fumou uns três baseados, pelo menos, durante sua fala); outro, movido por duas alunas da Faculdade dos Artistas, por atentado violento ao pudor (não sabemos de quem, se do Celso Zé, dos integrantes do Bala de Sebo/Paquerinha ou da própria Faculdade).
Advogados consultados pela Equipe Trezenhum disseram que tais processos são risíveis e que não acreditam que vai dar em nada, salvo os processantes se tornarem alvo de chacotas.

Grupo Bala de Sebo/Paquerinha "quase" vence disputa para o CASH
Para professora da Faculdade vitória da chapa Cornucópia Espermática do Capital poderia causar surto entre alunos integrantes do paramento estudantil
Se enganou quem achou que o Grupo Artístico-Terrorista Bala de Sebo/Paquerinha estava satisfeito com o Movimento A Plenos Bundões e com Departamento dos Estetas Marcel Duchampignon. Na semana seguinte à homenagem ao Celso Zé, o grupo lançou uma chapa para a Casinha Acadêmica de Sociais e História (CASH), a Cornucópia Espermática do Capital, composta por um único integrante, Xelim, e cujas propostas foram expressas em uma folha em branco.
Um membro da Equipe Trezenhum foi deslocado para a Faculdade das Humanas para cobrir tanto o debate quanto a eleição para a Casinha Acadêmica. Ele relata que a chapa, de início tida por "brincadeira de um maluco aí", causava forte apreensão na sexta-feira, último dia da eleição, quando a sua vitória era clarividente. Em breve passagem pela Faculdade na sexta à tarde o nosso repórter pode constatar que um clima de pânico dominava todos os rincões da Faculdade, os quais estavam ocupados por integrantes do paramento estudantil - fossem da chapa do PSTI (Partido dos Super-Trabalhadores Indignados), fossem da do P-LUA - pregando o voto na chapa do PSTI contra o que eles denominavam de fascistas. E iam além, afirmavam que Xelim e seu grupo queriam tomar o poder deles no CASH, para dali, aproveitando da relevância nacional da referida Casinha Acadêmica, assumir a presidência da república, e promover um extermínio racial e cultural em todo o país. "Como o Hitler! como o Hitler!", como berrava histérica uma integrante do PSTI.
Vendo a manifestação de sua colega, Xelim comentou ao Trezenhum que "eles [do paramento estudantil organizado] estão doidos, perderão totalmente a noção. Cara, se existe anarco-leninista-stalinista, como um integrante da juventude do PSTI, não há anarco-fascista, e eu estou muito mais para defensor da anarquia do que da ordem e do homem-gado. Na verdade, além de sexo todo dia (toda hora, de preferência) eu não defendo mais nada". Ele também lamentou que haviam arrancado os cartazes de apoio à chapa, como o cartaz do Trezenhum, além de outros quatro, "que eu fiz com minha própria porra, cara! Depois da eleição eu queria levar e mostrar pra minha mãe!".
Amnésia Marron, psicanalista e professora da Faculdade disse que temeu pela integridade de todos, até saber o resultado da eleição: "não se tratava apenas de um choque por conta dessas pessoas sofrerem de TOC (transtorno obsessivo compulsivo), como vocês bem notaram, mas eu temia por um surto coletivo de pânico, caso não vencessem".
E a vitória não foi nada fácil. No fim da tarde a chapa do P-LUA discutia se poderia abdicar dos seus votos em favor da chapa do PSTI, mas não encontraram brecha no regulamento para a consumação do ato. A alternativa foi, então, cercar a urna, de forma a impedir que alguém que fosse votar na Cornucópia Espermática do Capital votasse, e fazer uma contagem minuciosa dos votos. Com isso, 29 e votos foram anulados por não terem preenchido corretamente o x na cédula. Foram anulados um dos votos dado para a chapa do PSTI, outro para a chapa do P-LUA e 27 para a Cornucópia Espermática do Capital. "Fomos justos. Quem manda esse bando de pelego, esse bando de fascista, que nunca vota e por isso não sabe marcar corretamente o x na cédula?", dizia Chicletenta, integrante do PSTI, que afirmou que o processo foi ilibado: "até nós tivemos votos anulados". A comemoração pela vitória foi, contudo, contida. Todos os presentes se deram as mãos, cantaram "Amigos para siempre" e "A internacional" e se embebedaram sem muito alarde. Conforme Chicletenta, foi escolhido comemorar assim para não que fosse confudida com as propostas da chapa pretensamente fascista.
Quanto a Xelim, ele havia partido da Faculdade, da Universidade e da cidade no meio da tarde e, portanto, não acompanhou a apuração. Por sms ele disse que pretendia passar pelo menos dez dias longe, pois temia pela sua integridade física: "sabe como é, para eles fascista bom é fascista morto".
O Hospital da Universidade registrou quatro internações por problemas decorrente de estresse extremo ou síndrome do pânico de alunos oriundos da Faculdade das Humanas na sexta à tarde.

E-navigation, do Grupo Público Ltda. S/A vence a eleição para o DFE
Como de costume, a eleição teve tanta novidade quanto jogo do Timão este ano

Diante da história eleição para o CASH a eleição para o DFE (Diretório Formal dos Estudantes) até perdeu a graça e o interesse. Como todos sabem desde o ano passado, ganhou a chapa ligada ao Grupo Público Ltda. S/A, E-navigation, que, como o próprio nome diz, vai insistir um ano mais na modalidade de mobilização virtual. Em rápida entrevista, uma integrante nos alegou que "ainda que o Second World não tenha dado certo, como imaginávamos com a chapa do ano passado, a Tc até a manhã, ainda há o Orkut, e vocês são a prova viva de que, uma vez lá, qualquer besteira, por pior que seja a qualidade, ganha audiência", ao que respondemos que não sabemos se besteiras repetidas teriam a mesma repercussão que as besteiras inéditas que publicamos. Ela disse ainda que essa vitória foi para "lavar a alma, depois da espinafrada que tomamos na disputa pela vereança".
Sobre a união P-LUA com o PSTI, levantada por muitos e noticiada no TZN37 (se não nos falha a memória. Se nos falha, foi no TZN36), ela disse que o PSTI não tinha condições financeiras de arcar com as luvas necessárias para ingressar no Grupo, e que o capital por eles investido não dava direito a ações ON: "mas eles já possuem uma pequena parte das nossas ações PN". Ela, contudo, não quis nos dizer quanto.
De qualquer forma, deixamos registrado que teremos por mais um ano a presença marcante, alegre, simpática, humilde, delicada, inteligente do camarada Biboka, que se reelegeu coordenador geral do Grupo Público Ltda. S/A e, como conseqüência, será presidente por mais um ano do DFE.

Verdes indignados com Trezenhum
Ainda bem que Trezenhum é um grupo de humor pirata e temos nossa identidade secreta, igual o Clark Kent. Trezenhum foi duramente criticado por parte dos verdes da Universidade, na reunião de balanço da Terceira Semana Brócolis da Universidade, como conferimos in loco. I, da Faculdade das Tias, chorava copiosamente por ter descoberto que o feijão do bandejão possui caldo de carne: "eu dizia para todo mundo que estava há quatro anos sem comer carne, sem pôr nada que fosse derivado de animal na boca, e agora, como fico?". Já G, da Faculdade das Humanas, era puro sangue nos olhos: "quem são esses filhos da p***! Desde quando eles podem quebrar nossa fé, assim, do nada, sem pedir licença e sem perguntar se queríamos saber a verdade ou não? Vamos descobrir quem eles são e empalá-los!". Uma das organizadoras da semana, aluna da Faculdade dos Engenheiros, que na edição passada nos dera uma entrevista se negou a falar conosco, disse que precisava se solidarizar com o grupo, que, atônito, não acreditava que comiam carne há tanto tempo e não sabiam.

Integrante do Trezenhum queima o arroz
Um integrante da Equipe Trezenhum deixou queimar o arroz enquanto revisava a edição 39 de Trezenhum. Humor sem graça. Revoltado, ele diz estar disposto a deixar passar a próxima edição com os erros tipográficos.

Nota da redação: DFE 2009
Já conhecido dos leitores de Trezenhum desde que causaram na Faculdade das Tias, o Grupo Artístico-Terrorista Bala de Sebo/Paquerinha dá um passo adiante na porra-loquice anti-normopata da Univesidade com o lançamento do Departamento dos Estetas Marcel Duchampignon e da chapa para o CASH, Cornucópia Espermática do Capital. Trezenhum, que convocou todos os alunos da Faculdade das Humanas que não sofriam de TOC a votarem nela, agora convoca Xelim, Celeste, Glad e demais integrantes do Grupo Artístico-Terrorista Bala de Sebo/Paquerinha a prosseguirem com suas ações em 2009, tirando a roupa sempre que for inesperado, interpretando peças que atentem contra os bons-costumes e disputando a eleição para o DFE 2009. Desde já garantimos nosso apoio, caso tais alternativas sejam levadas a cabo.

Erramos: é com humildade e a consciência do dever cumprido que declaramos que cometemos um pequeno lapso no TZN38. Anunciamos a foto do novo teatro da Faculdade dos Artistas, mas por trapalhadas técnicas a mesma não estava presente. Pois eis elas. Agradecemos ao camarada J por elas (já que o inútil da Equipe Trezenhum presente no dia não tem máquina digital):



Trezenhum. Humor sem graça. Nº 39. Todos os esquerdos reservados. Na ausência destes o uso é livre (mas ideológico). www.trezenhum.blogspot.com

sábado, 13 de setembro de 2008

Exclusivo: Bandejão em colapso

(com colaboradores)

* Filas quilométricas para entrar, falta de talheres, congestionamento para pegar suco, meia-hora na fila para sair: caos se instala no Bandejão e deixa evidente seu colapso

* Especialistas não conseguem entender o porquê e propõem soluções

* Rodízio de RA será implementado até outubro. Piora do cardápio já está em prática


Eram 11h43min desta segunda-feira, 08 de setembro de 2008, quando O, J e S, todos da Faculdade dos Fármacos chegaram ao Bandejão. A essa hora as filas já faziam uma volta. “O que vou fazer? Se deixar para depois piora”, comentava, resignada, J. Pouco depois, às 12h04min, com as filas já em sua segunda curva, conversamos com A, da Faculdade dos Físicos. Ele comenta que aquela fila o rememorava da sua infância, de quando ia com sua babá na fila do INPS. O dia nublado e o clima ameno ajudaram os três colegas e A que, assim como milhares de outros estudantes da Universidade se dirigiram à mais tradicional casa de pasto da Universidade, a suportar a fila. O, J e S só conseguiram entrar no Bandejão às 12h12min. Daí até serem servidos, outros 26 minutos, pelo menos. Na hora em que entravam a fila do lado de fora chegava ao seu ápice. Segundo a CET-CBC-U (Centra de Tráfego e Controle dos Bons Costumes da Universidade), se as pessoas formassem uma fila apenas, ela chegaria próxima ao Hospital do Olimpo.

Mas a fila externa era apenas o aspecto mais fácil de se lidar, bastava apenas um pouco de paciência e tempo (e a sorte de não ter um professor pontual e que faz chamada no início da aula). Ao entrar no referido estabelecimento, o caos se tornava evidente: um redemoinho de gentes se apertando e se questionando que fila era aquela (se a interna ou a externa), como se pudesse distinguir uma fila naquele emaranhado. Como disse um aluno da Faculdade de Engenharia Filosófica, citando Platão: “no início era o caos”. Muitos acreditavam que a demora para entrar e a confusão para se mover dentro do Bandejão fossem conseqüências da falta de algum funcionário (dentro do Bandejão, entre esfregar o cu na catraca e sair com a bandeja servida chegou-se a 33 minutos de espera). Se surpreendiam ao ver que os funcionários estavam todos lá: a fila empacava primeiro na hora de pegar talheres. Não foi incomum ver alunos tendo de se contentar em comer com duas facas, já que garfos há muito estavam esgotados. Outros, mais desinibidos, pediam os garfos daquelas pessoas que se levantavam para sair. A Equipe Trezenhum chegou a presenciar uma triste cena de um aluno da Faculdade dos Economistas que, diante da ausência de talheres – tanto garfos quanto facas – hesitava entre comer com as mãos ou cair direto de boca na bandeja. Uma garota da Faculdade das Tias que estava próxima a ele e que o conhecia de outros carnavais (na verdade, de festas), disse que ele deveria cair de cara no pote, já que devia ser esse seu jeito natural de comer; ao que ele respondeu que a vaca era ela, e ela replicou perguntando como uma galinha podia ter parido aquele porco asqueroso; ao que nós preferimos continuar nossa reportagem e deixar os dois a sós, trocando gentilezas verbais. Essa discussão apenas ilustra o grau de tensão que se instaurava no refeitório.

Outra dificuldade estava em conseguir lugar para sentar. Às 13h49min, ou seja, onze minutos antes de encerrar o horário de expediente, pessoas ainda precisavam circular por entre as mesas, em busca de um lugar para se sentar. Não se registrou caso de pessoas sentadas no chão. Ainda.

Claro que ninguém imaginava que uma vez tendo encontrado um lugar, o que restava era apenas comer. Os funcionários se revezavam na substituição de máquinas de suco mas não conseguiam vencer a demanda. Com isso resultava uma cena de dezenas de pessoas indo de uma máquina a outra, em busca de suco, até o surgimento do funcionário com a máquina nova, atrás do qual iam todas aquelas pessoas. Algumas, mais apressadas, tentavam pegar o suco já no caminho, para irritação do funcionário (até porque a máquina não funciona fora da tomada). Nessa busca por algo por beber, espertinhos se aproveitavam para se sentar no lugar de quem estava fora, o que contribuiu para o aumento do caos. Alguns alunos, mais ingênuos, chegaram a achar que estavam com algum problema de localização, sem desconfiar que sua bandeja (e, mais importante, seu lugar) havia sido surrupiada.

O drama persistia ainda na saída. Mesmo com a operação de uma força tarefa, que chegou com um tanquinho para agilizar o depósito de bandejas, o tempo médio para sair, entre o meio-dia e as duas da tarde foi de 31 minutos. Isso, claro, para aqueles que respeitavam aquela fila um tanto amorfa que se formava. Para os espertos, dificilmente a espera chegava a dois minutos. Mas houve um caso de que a pressa custou uma camiseta manchada de suco de amarelo (propositadamente, segundo o derramador). Esse, inclusive, foi outro fator que auxiliou no caos: pessoas que perdidas, confusas, desnorteadas, puteadas, derramavam suco, molho e salada nas outra (principalmente nas que estavam sentadas).

“É uma prévia do apocalipse”, anunciava P, da Faculdade das Tias e integrante da Abu-Seita Cristã. No cardápio do dia: cozidão misto. Talvez ela não estivesse tão errada.


Caos também no Bandejão de Prato

O colapso da rede de alimentação da Universidade atingiu também o Bandejão de Prato. Parte da Equipe Trezenhum se dirigiu ao referido local e constatou que pessoas usavam a sacada como bancada e comiam em pé. A cena, segundo muitos clientes universitários usuários do Bandejão de Prato, vem se repetindo desde o início do semestre.

O único local a salvo do caos é o Restaurante Seletivo. E assim deve permanecer, haja visto que tanto a Reitoria quando a direção da Faculdade de Culinária descartam um aumento no número de refeições servidas no local.


Especialistas e clientes divergem sobre causas

Foi impossível encontrar entre especialistas, clientes universitários e funcionários explicação que desse conta de entender a situação de colapso vivenciada na segunda-feira. Entre os clientes universitários, a tese mais difundida é que o grande afluxo ao Bandejão foi devido à farofa. Especialistas rejeitam tal hipótese: “o que vimos não é presenciado nem em dia de feijoada! Como uma farofa pode causar isso?”. Um funcionário consultado concorda: “não há farofa que salve cozidão misto”.

Professores da Faculdade dos Economistas se dividem principalmente em duas correntes explicativas. Mais à esquerda, uma corrente diz que a culpa é do aumento do preço dos alimentos no mundo (por mais que tal aumento ainda não tenha chegado às cantinas da Universidade). A outra corrente diz que se tratou de um típico movimento de manada, induzido talvez, por algum boato falso que gerou um clima de instabilidade nos agentes racionais.

Se houve realmente boato falso, o DFE (Diretório Formal dos Estudantes) avisou que ele não partiu do seu Núcleo de Boatos Falsos, o qual se encontra atualmente ocupado com as eleições municipais (cujo principal boato falso é dizer que uma estudante é trabalhadora sem nunca ter trabalhado). Para o DFE, bem como para diversos grupos políticos da Universidade (Movimento Afirmação da Negação, Partido dos Super-Trabalhadores Indignados, Movimento Jr. do Partido da Causa Uberária, Casinhas Acadêmicas, entre outros), a culpa do colapso do Bandejão é do Reitor do governador, que fizeram a ampliação de vagas na Universidade. Já começa a circular abaixo-assinado pedindo o cancelamento das vagas abertas nos últimos dez anos. Na sexta-feira esse grupo locou uma kombi e foi protestar contra o caos no Bandejão em evento em que estava presente o governador Zé Serrote. O governador reagiu dizendo que a acusação é “infundada”, porque “estudante é tudo burro e inútil; e só sabe chorar”. E completou fazendo alusão à solene tese de seu colega de partido sociólogo e ex-presidente da República, ao dizer que “estudante só não é pior que professor, que além de incompetente é fracassado”.

Por seu turno, Paulistinha, dono do “Dogão Dosmoras”, nos disse em off que acha que a culpa pelo colapso é que “estudante é tudo vagabundo”.

Já a Reitoria levantou a hipótese de falha no sistema, o que teria permitido que alunos fizessem seu “pequeno almoço”, como diriam os lusitanos, às onze da manhã e voltassem para almoçar de verdade às 13h. Já se abria, inclusive, uma sindicância interna para apurar os responsáveis e demiti-los por justa causa, quando um parecer da área técnica da Faculdade dos Computadores, responsável pelo sistema, descartou tal possibilidade. Segundo o parecer, “o sistema é perfeito, feito exatamente como o Reitor pediu. Parece que foi até o Reitor quem fez”. Diante de tão efusiva prova de bom funcionamento, o Reitor desistiu da sindicância.

Por fim, até Trezenhum foi responsabilizado pelo caos no Bandejão, tudo por conta da nossa defesa dessa grande casa de pasto, e das nossas camisetas de apoio e estímulo ao mais tradicional restaurante da Universidade.


Piora na comida e rodízio de RA

“A resolução do problema invariavelmente passará por um remédio amargo, ou melhor, por uma comida ruim”, nos adverte um especialista consultado. A primeira medida, tomada em caráter de urgência em reunião de cúpula do Bandejão logo após o encerramento do expediente, foi nessa direção. Deliberou-se que o cardápio da semana seria alterado, de modo a desestimular a ida ao Bandejão. Foram abolidas as guarnições. Só não se adotou salsicha, ovo e frango frito a semana toda por não haver tempo hábil para alterações tão bruscas no cardápio, “mas ela virão”, admitiu a chefe do Bandejão. Outra medida já aceita e que deve entrar em vigor até o início do mês de outubro é o rodízio de RA, inspirado no rodízio de placas da capital. CUs com final 1 e 2 serão bloqueados na segunda, 3 e 4 na terça, e assim sucessivamente, até o 9 e 0 na sexta.

Consultamos alguns clientes universitários e eles se mostraram, em geral, insatisfeitos com a medida. Alguns, cientes da alarmante situação e saudosos de casa, dizem que aprovariam a medida, desde que as canecas, a partir de agora, viessem equipadas com buzina – para mimetizarem de maneira mais fiel a sinfonia urbana da capital.

Outra proposta levantada foi o aumento do horário de almoço, que iria até às 15h. Há, porém, resistência dos professores, que se recusam a abrir mão de uma hora de aula “só para que os alunos comam”. Fanhinho, professor da Faculdade dos Economistas argumenta que há outras opções para comer, como o restaurante Carus, logo na saída da Universidade, e cuja comida é muito melhor “e nem é cara” (R$ 29,90 o quilo, que eles escrevem com k, ainda por cima).


Brota-Cruzes diz que colapso não é surpresa

O ex-Reitor da Universidade e atual coronel da FEPESP (Fundação de Estímulo ao Patriarcado e ao Suicídio Paulista), professor Brota-Cruzes diz que o colapso no Bandejão era uma mera questão de tempo. Ele diz já ter antevisto isso quando reitor, mas que a cegueira de grupos políticos presentes na universidade impediu que fossem tomadas medidas em tempo hábil.

TZN: O senhor diz que o colapso já era previsto, por que nada foi feito antes?

Brota-Cruzes: Não foi feito porque a Universidade insiste em dar abrigos a grupos políticos, quando ela deveria ser um local de pesquisa, onde apenas entram cientistas. E cientistas comprovadamente ilibados! Estudos científicos feitos há seis anos, quando eu era reitor, previam justamente para a primeira semana de 2008 o colapso do Bandejão.

TZN: O senhor pode nos mostrar esses estudos?

Brota-Cruzes: Eu ia trazer, mas acredita que o meu cachorro comeu?

TZN: E o que poderia ter sido feito para evitar o colapso?

Brota-Cruzes: Poderia ter sido feito aquilo que eu quis fazer e não pude: tirar da Universidade esse bando de pobres. O Bandejão deveria ser só para funcionários, o que permitiria oferecer uma gororoba quase intragável sem o risco de sermos incomodados. Não sei se vocês se lembram que eu tentei vincular bolsas-auxílio ao rendimento escolar. Pois grupos políticos impediram que isso fosse feito e o resultado é esse que nós tristemente assistimos.

TZN: Qual a solução que o senhor sugere para o momento?

Brota-Cruzes: Chegamos a um estado lastimável e calamitoso. O que nos resta agora são medidas bruscas. Vou enumerá-las: 1) aumento do valor da refeição, passando dos atuais R$ 2,00 para R$ 4,00, e com reajuste vinculado à taxa Selic (isso, inclusive, ajudaria a Universidade a fazer caixa e investir na bolsa de valores. As ações das Faculdades Nhengüera, por exemplo, estão dando retornos altíssimos A FEPESP que o diga!); 2) corte de funcionários; 3) diminuição no fornecimento da ração de carne, e fim dos sucos e chá (gastos supérfluos); 3) apenas abacaxi como sobremesa (porque ajuda no rendimento); 4) Permissão para o carrinho Sem-Noção adentrar o recinto para tocar as músicas agradáveis que sempre tocam (isso diminuiria o tempo de permanência das pessoas dentro do Bandejão). Garanto que com estas medidas simples e racionais, a situação estará normalizada até o fim do ano.


Nota da redação: Novo bandejão

É reivindicação velha, que os integrantes da Equipe Trezenhum desde sempre apoiaram, a construção de um novo Bandejão. Não somente isso, acreditamos que o mesmo deva ser feito com urgência e em lugar de fácil acesso, e não na pqp, como o Bandejão de Prato. As alternativas que vemos é ou a construção desse novo bandejão ou a ampliação do horário de atendimento do atual até às 15h, com proibição de chamada antes dessa hora.


Trezenhum. Humor sem graça. Nº 34. Todos os esquerdos reservados. Na ausência destes o uso é livre (mas ideológico). www.trezenhum.blogspot.com

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Lançada a pedra fundamental da Faculdade de Engenharia Filosófica

Aos que imaginavam que as conseqüências da greve encerravam com a demissão do secretário de educação, comércio, turismo e controle de zoonoses, Zé Pinóquio, causou surpresa o lançamento, quinta-feira, da pedra fundamental da Faculdade de Engenharia Filosófica. Surpresa que não acompanhou os leitores de Trezenhum, é bom ressaltar, que já estavam informados do furo por nossas atentas e prestativas leitoras.
A idéia de um desmembramento da filosofia do resto das humanas vinha há tempo e ganhou vulto com a greve, como demonstrou, por exemplo, a instituição da Assembléia Paralela Revolucionária da Filosofia, que pretendia realizar a revolução verdadeira conforme a coisa-em-si presente no mundo das idéias.
O cabeça do movimento, o professor doutor Mutley - um simpático dono de uma simpática risada -, professor da filosofia, explica a necessidade de desmembramento: "É preciso admitir a especificidade da filosofia, nós estamos muito acima desses reles mortais, ignorantes, burros, imbecis, violentos, anti-democráticos e bárbaros. Nós somos filósofos!" Questionado sobre o porquê de ser engenharia filosófica e não somente filosofia, o autor do Best-Seller Refute Zenão em um jogo de futebol foi direto ao ponto: "Porque nós precisamos de dinheiro e precisamos mostrar que somos úteis para consegui-lo. Já estou quase me aposentando e até hoje minha mãe pergunta o que faz um filósofo! Agora veja se alguém pergunta o que faz de diferente um engenheiro de alimentos de um nutricionista." Ele se recusou a comentar qual seria a utilidade de um filósofo ou um engenheiro filosófico.
A Faculdade de Engenharia Filosófica tem unido os mais diversos matizes ideológicos; desde a direita, com o Movimento Filosófico Anauê-Brazil pela Exterminação dos Nordestinos e dos Judeus, até a esquerda, com o Movimento Afirmação da Negação. M..., integrante deste e mestrando da lógica (principal reduto do movimento), explica como foi possível tal aproximação: "Precisamos ser maduros, hoje na política é assim: primeiro a gente entra na dança, depois a gente muda ela. Trata-se de um passo necessário para a revolução", e completa: "precisamos aprender a perdoar. Com a FEFi nunca mais um filósofo irá rasgar cartazes, pois estaremos preocupados com ações mais nobres".
Conforme Trezenhum apurou, contudo, a FEFi está com dificuldades para achar um local para se instalar: quiseram ir para o Olimpo, mas a medicina recusou; as engenharias também recusaram, por achar a engenharia filosófica uma pseudo-engenharia; química e física, por não considerarem-na uma ciência verdadeira; a única faculdade que mostrou certa compaixão foi a de artes, através do departamento de circo e humor pastelão, que ofereceu a parte vaga do depósito de debaixo da escada, desde que no fim do ano seja realizado um "jogo dos filósofos" igual ao do Monty Python. O problema é que a Faculdade das Humanas também não quer a filosofia de volta, por considerarem-na uma pseudo-humanas: "tem muito homem para pouca mulher", resume Maomé, professor da sociologia, com passagem pela engenharia (não filosófica).
O lançamento em si da pedra fundamental da Faculdade de Engenharia Filosófica, que os filósofos preferiram chamar de "pedra filosofal", não foi livre de problemas e confusões. Como a pedra era muito grande e pesada, o professor doutor Mutley optou por dividi-la em doze pedaços, uma para cada um dos demais presentes - professores, alunos da graduação e da pós. Dividida a pedra, o professor doutor Mutley ficou ao centro, coordenando toda a ação com citações em grego de Aristófanes (ele admitiu depois que esqueceu o discurso e só lembrava de Aristófanes no momento). Feito o lançamento, foi preciso chamar a segurança do pastus para evitar brigas entre eles e os alunos das sociais, pois no lançamento da pedra filosofal vários vidros do centro acadêmico e da empresa júnior das sociais foram quebrados, deixando cinco pessoas feridas pelos estilhaços, e uma com um corte na testa, ao ser atingida diretamente por uma pedra.
Questionado sobre o porquê do ato tomar essa forma, E..., do Movimento Filosófico Anauê-Brazil pela Exterminação dos Nordestinos e dos Judeus, disse que a idéia original era fazer do lançamento da pedra filosofal "um estouro", mas a bomba explodiu antes do tempo. "Graças à Deus, desta vez ninguém perdeu o dedo ou se machucou. Só a empregada lá de casa sofreu queimaduras de terceiro grau no rosto, mas ela é negra".
Após o ato, os filósofos, carregados de tochas e foices, foram até o Moon-Clean comemorar.


Professores da filosofia reagem negativamente
Não são todos os professores da filosofia que simpatizam com a idéia da fundação da Faculdade de Engenharia Filosófica. Segundo o professor Lorde: "Eu sempre digo que filósofo é tudo caipira!". Professor Ostrogodo foi na mesma linha: "É uma faculdade de nível canavial! Desejam uma faculdade de engenharia filosófica, mas sequer temos teologia. Uma universidade não pode ser assim denominada se acaso não possua uma faculdade de teologia!". Questionado, o professor Salin manifestou sua opinião escarrando no chão (quase acertando o pé da vice-diretora da Faculdade com o ato) e assoando o nariz na mão.

Biblioteca promete ser fonte de divergência
Professores das ciências sociais não vêem problema com a saída da filosofia da Faculdade, muitos acham que vai ser até bom, "porque limparemos nossa faculdade desses direitosos burgueses", conforme o professor Spaceships. Mas avisa: "a biblioteca não terá um livro a menos com a saída da filosofia! Inclusive, um grupo de professores encaminhou uma proposta ao reitor para que os livros só possam ser retirados por alunos da própria faculdade."

Reitor abstém-se de comentar
O reitor absteve-se de comentar. Segundo ele, uma rebelião dos professores estava pondo em risco todo o seu jogo no SimUni-2007.

Quem é professor doutor Mutley
Professor doutor Mutley é o simpático dono de uma simpática risada. Seu grande plano de vida é se tornar o Kant nacional, por isso nunca saiu da cidade em que nasceu - poucas vezes foi muito longe do pastus, vale ressaltar. Isso já lhe custou a vaga de centro-avante no time da Macaca-Louca, importante equipe da cidade. Exímio costureiro, também é famoso pelos animados serões que organiza em sua casa, para trocar pontos de crochê. Graduou-se, mestrou-se e doutorou em filosofia na universidade em que hoje leciona (dizem que pretende casar nela também). Como doutorado defendeu a revolucionária tese A influência do cultivo da cana-de-açúcar na elaboração do mundo das idéias em Platão. Além do best-seller Refute Zenão em um jogo de futebol, professor doutor Mutley também é o autor de Se fosse eu e não Górgias, Sócrates estaria perdido, e da referência mundial Breve e introdutório estudo sobre o capítulo I do livro I da Física de Aristóteles, um pequeno tratado de quase 1500 páginas em que ele analisa o referido capítulo do referido livro do referido autor, e compara traduções em 73 línguas diferentes, para chegar à humilde conclusão de que a sua não é a melhor versão do texto: "Talvez Aristóteles tenha conseguido se manifestar melhor".

Nota da redação: Trezenhum não tem nada a dizer
Isso mesmo, nada.


Trezenhum
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